Razão e política em Immanuel Kant
Pesquisador: Waldir Souza Guimarães
Orientador(a): Prof. Dr. José Nicolau Heck
Instituição: Universidade Federal de Goiás - UFGO
Departamento/Programa: Filosofia / Programa de Pós-Graduação
Banca: Prof. Dr. José Ternes, Prof. Dr. Joel Pimentel de Ulhôa
Palavras-chave: criticismo - razão prática - política - história - direito
Resumo: Razão e Política em I. Kant pretende mostrar como aparece e se justifica o tema da política no contexto daquele filósofo. Tendo o seu âmbito na razão prática, esse tema exige, a rigor, que se exponha os princípios ou fundamentos que caracterizam os dois usos da Razão: o prático e o teórico. É o que foi feito nas duas primeiras partes da obra, reservando-se à terceira (e última) o trato especial do referido tema. Na Parte I, intitulada DA METAFÍSICA Á CIÊNCIA, mostrou-se como se forma o conhecimento, suas condições ou regras e seus limites, a partir da intuição ou experiência. Evidenciou-se também a existência das idéias ou conceitos puros da razão, cuja função é meramente regulativa (do entendimento), e não constitutiva da natureza, ou experiência. Na Parte II, denominada DA CIÊNCIA À MORAL, ficou assinalada a primazia da razão prática sobre a teórica, fato pelo qual são ultrapassados os limites do conhecimento. As noções de lei moral, liberdade, dever e soberano bem apontam para um novo modelo ou espécie de experiência, que completa ou supera a primeira, precisamente com o objetivo de justificar a existência mesma da Razão. E na Parte III, finalmente, que se chamou DA MORAL Á POLÍTICA, mais uma passagem se faz, pela mediação de elementos próprios à segunda razão (prática).Neste sentido entram os conceitos de autonomia, liberdade e soberano bem, que constituem o alfa e ômega de todas as nossas relações, sem contar a idéia de um plano secreto da Natureza, plano que implica a consideração sistemática de um princípio teleológico cujo destino é o próprio homem. Parece haver sobre nossos esforços políticos, rumo à paz e ao desenvolvimento, um toque providencial que distingue o pensamento político de Kant.
Bibliografia:
De Kant
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03 - Prolegômenos a toda a metafísica futura. Trad. de Artur Morão; Lisboa: Edições 70, 1987, 192 p. (Textos filosóficos).
04 - Prolegômenos. Trad. de Tania Maria Bernkopf; São Paulo: Abril Cultural, 1984, pp. 06-69 (Os pensadores).
05 - Fundamentação da metafísica dos costumes. Trad. de Paulo Quintela; São Paulo: Abril Cultural, 2. ed., 1984, pp. 101-162 (Os pensadores).
06 - Crítica da faculdade do juízo. Trad. de Valério Rohden e Antonio Marques; Rio de Janeiro: Forense Universitária, 1993, 381 p.
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08 - A religião dentro dos limites da simples razão, Primeira Parte. Trad. de Tania Maria Bernkopf, 2. ed. São Paulo: Abril Cultural, 1984, pp. 271-295 (Os pensadores).
09 - O conflito das faculdades. Trad. de Artur Morão; Lisboa: Edições 70, 1993, 137 p. (Textos filosóficos).
10 - Anthropologie du point de vue pragmatique. Trad. de Michel Foucault; Paris: Librairie Philosophique J. Vrin, 1988, 173 p. (Bibliotèque des textes philosophiques).
11 - Sobre a expressão corrente: isto pode ser correto na teoria, mas nada vale na prática. Trad. de Artur Morão; Lisboa: Edições 70, 1988, pp. 57-102 (Textos filosóficos).
12 - A paz perpétua - um projeto filosófico. Idem. pp. 119-151.
13 - Idéia de uma história universal com um propósito cosmopolita. Idem, pp. 21-37.
14 - Sobre a discrepância entre a moral e a política a respeito da paz pepétua. Idem, pp. 151-164.
15 - Da harmonia da política com a moral segundo o conceito transcendental no direito público. Idem, pp. 164-171.
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Sobre Kant
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Outras referências
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