Início  |   Mapa do Site  |   Contato
 
Menu Principal
Entrar
Usuário:

Senha:



Home / Pesquisas sobre Kant / Pesquisas Concluídas / Crítica e História na Filosofia de Kant

Crítica e História na Filosofia de Kant


Projeto de Doutorado
Pesquisador: Agostinho de Freitas Meirelles
Orientador: Prof. Dr. Zeljko Loparic
Instituição: Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP
Departamento/Programa: Filosofia/Programa de Pós-Graduação

Banca examinadora: Prof. Dr. Zeljko Loparic, Pr. Dr.Trstan Guillermo Torriani, Prof. Dr. Orlando Bruno Linhares, Prof. Dr. Aguinaldo Pavão, Prof.  Daniel Omar Perez    

 

Palavras-chave: Kant, Metafísica, Semântica, Filosofia

                                                

Resumo: Em nossa pesquisa defendemos a tese do projeto de Crítica da razão de Kant (1781-7), no qual, inicialmente, a problemática histórica é abordada de modo pouco elucidativo. O filósofo, segundo nos parece, nunca admitiu a existência de uma ciência histórica, e, por este motivo, jamais pretendeu fundar uma filosofia da história, apesar de o capítulo final da primeira Crítica receber o título de Historia da razão pura, onde Kant menciona a necessidade de examinar a referida história da filosofia segundo a perspectiva transcendental. Motivos não faltarão para duvidar da solidez da Doutrina transcendental do método (segunda parte da primeira Crítica), os quais serão, posteriormente, fornecidos pelo próprio filósofo. No que se refere à segunda Crítica (1788) nenhuma concepção de história se insinua. Em seus textos de filosofia prática escritos após essa obra, os quais abordam, direta ou indiretamente, a questão histórica, não há o apelo à consciência moral do sujeito e muito menos à idéia de uma vontade pura. Estes elementos, constitutivos do domínio da moralidade, são plenamente aceitáveis quando examinada a possibilidade do imperativo categórico. O principal objetivo da filosofia transcendental direcionada para o âmbito moral consiste somente em demonstrar que a lei moral, nos seres finitos, não é uma simples quimera, e que o acatamento subjetivo ao princípio objetivo não é só possível, mas real. Porém, quando a reflexão filosófica kantiana se vê obrigada a responder a respeito da possibilidade de a razão ser efetivamente prática, isto é, provar-se enquanto poder de determinação na natureza humana situada historicamente, o problema a resolver pela filosofia transcendental, como já dissemos, exige outro tipo de análise. Talvez este seja o teste mais difícil enfrentado pela filosofia crítica kantiana.  A última centúria de nossa pesquisa visa apontar na terceira Crítica (1790-3) o aplainamento do caminho que facilitará o acesso da filosofia transcendental ao território indemarcável da história. Com a última Crítica, Kant consegue conferir à razão a orientação que necessitava para efetivar definitivamente o Giro copernicano em filosofia.


Veja Também
Indique esta página a um amigo! Preparar para Impressão



© 1994-2006 Sociedade Kant Brasileira - Seção Campinas
Vinculada ao Centro de Lógica, Epistemologia e História da Ciência (CLE) e ao Departamento de Filosofia do Instituto de Filosofia e Ciência Humanas (IFCH) da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP)

Cidade Universitária "Zeferino Vaz"
Barão Geraldo - Campinas - SP
     
Desenvolvido por ABNEXO